sábado, 27 de setembro de 2008
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
vida no trânsito
episódio 5, meu preferido. as falas são uma beleza. vejo loucas semelhanças com o texto do Marinho.
série completa: http://fiztv.uol.com.br/blog/?idAreaAtual=22
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terça-feira, 24 de junho de 2008
mata cavalos
*trecho de Dom Casmurro que estou usando no projeto "Casmurra" para realizar as pinturas e relevos que ele descreve, reproduzir esta sala imaginada.
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sábado, 1 de setembro de 2007
assassinato na literatura infantil
quando postei alguns capítulos da primeira edição do Caneco de Prata, cometi um assassinato na literatura infantil *. querendo me gabar, não me certifiquei se eram aqueles os tais capítulos extintos, fui escaneando meus preferidos, botando alí, fazendo tudo ao mesmo tempo. e pra que falar de capítulo extinto? acho que o psicanalista e eu estamos com alguma necessidade de afirmação**.
abaixo o delicioso pito do próprio João Carlos Marinho, para quem enviei o link do blog. ele me alertou do erro e a bronca é um depoimento.
* assassinato na literatura infantil é o excelente título da mais recente aventura do gordo.
** "O psicanalista continuava dando volta na Terra de disco voador.
Quando passava em cima do mapa do Brasil avistava a coluna do ESQUADRÃO DA MORTE caminhando para o sul.
Desceu no mapa da Suécia para comprar um maço de cigarro e trouxe uma sueca de biquini dentro do disco.
Quando a mulher do psicanalista viu a sueca de biquini sentada na copa falou:
Esse Jorginho eu acho que ele anda com alguma necessidade de afirmação" (O Caneco de Prata, cap. 47)
----- Original Message -----From: João Carlos MarinhoTo: Erika VerzuttiCc: Erika VerzuttiSent: Friday, August 31, 2007 8:10 PMSubject: A capa da Vera Ilce, que deliciaCara ErikaO seu blog está muito bonito, muito caprichado, é o blog de uma artista.Sua dica da estante virtual é ótima. Achei todos os meus livros lá, uns sob o nome de João Carlos Marinho e outros sob o nome de João Carlos Marinho Silva.Uma dica dessas vale ouro.Eu não tenho mais a primeira edição do Caneco, então fiquei emocionado ao ver novamente a maravilhosa capa da Vera Ilce. Se você a conhece me diga onde ela anda. Ela também decidiu o problema dificilimo da diagramação do Caneco, ficamos uma noite inteira, varamos a madrugada até que ela falou: diagrama de baixo para cima e bota numeros grandes preenchendo os espaços brancos. Ficou de uma elaboração gráfica primorosa.Os capitulos que você colocou no site, o Esquadrão da Morte e a sentença do marciano ( e a consequente internação do MM João Lambão no hospicio ) continuam no livro, sempre continuaram, e foi com eles que a censura da ditadura cismou para proibir o Caneco nas escolas publicas. Após a primeira edição, pesquisando a leitura de crianças, verifiquei que o livro estava abstrato demais e elas não conseguiam se interessar na leitura. Então eu coloquei mais capitulos falando do desenvolvimento do campeonato de futebol, reforçando a sequência lógica do livro, mas a alma eu não tirei, os capitulos surrealistas bons eu deixei, só tirei os mais fracos para dar lugar aos do campeonato. Nunca que eu ia tirar o Esquadrão da Morte ( que toma alguns capitulos) e nem a sentença do pito do marciano e a consequente "internação" do juiz. Essa reformulação do Caneco deixou o livro muito melhor e com o mesmo pique.Um abraçoJoão Carlos
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
estante virtual
www.estantevirtual.com.br
incrível. achei coisas que sempre quis ter. números da revista Arte em São Paulo (de 1981, o/um dos primeiros trabalhos da Lisette Lagnado) e livros impossíveis do João Carlos Marinho: Pai Mental e Outras Histórias e o Anjo de Camisola.
obrigada ao david pela dica batata.
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segunda-feira, 23 de julho de 2007
O maravilhoso Caneco de Prata



alguns capítulos do Caneco de Prata. favoritos e/ou que não existem mais nas edições recentes.
e nenhuma edição é linda como a minha, a primeira. (que achei num sebo. em 1971 eu estava nascendo.)

O Caneco de Prata, João Carlos Marinho, 1971, my favorite book ever
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segunda-feira, 25 de junho de 2007
a falta de contexto animal
quando estava procurando uma imagem da capa do "na praia" para o post anterior, vi que o ian mcewan, o salman rushdie e o j.m. coetzee são vetereanos de shortlist para o Booker prize, e acho q os três já ganharam. Acho que o j.m. coetze é o único que já ganhou duas vezes, algo assim.
fiquei surpresa porque nunca tinha ouvido falar de J M Coetzee, mas o livro que li ao mesmo tempo que o "na praia" foi " A Vida dos Animais", de J M Coetzee.
quem me deu A Vida dos Animais de presente de natal há uns 3 anos atrás foi o tiago. Quem já viu o blog do tiago sabe que ele se interessa por assuntos sérios, guerras, deus e um monte de coisas científicas. Por isso não tinha lido até hoje A Vida dos Animais, achando que era um livro de filosofia complicadíssima. E é.
que loucura pode ser a falta de contexto na vida de um animal como eu! li o livro todo encafifando: que jeito estranho de escrever um livro acadêmico, inventando uma senhora fictícia que dá uma palestra! franzi bastante a testa e achei o tema interessantíssimo: Por que temos tanta certeza de que a vida dos animais não é tão importante quanto a vida humana e etc. ? Enquanto lia me senti um pouco macaca por estar lendo em português um livro escrito originalmente em inglês (The Lives of Animals) e pensei se realmente os cães e gatos pensam mas não falam a nossa língua, essas coisas.
agora, sabendo que A Vida dos Animais é literatura: que jeito estranho de escrever a história de uma senhora, fazendo o livro parecer um tratado de filosofia! O livro ganhou nobel de literatura. Talvez pela esquisitice mesmo. Deve ser meio o equivalente aquele "questionamento do suporte" de arte. Nunca pensei que literatura também tivesse aquela coisa de arte, que alguém - de preferência o artista - precisa apontar como arte, falar "É.", se não não é.
parece que Mr. Coetzee cria essas confusões com frequencia. Saiu livro novo dele agora: "Homem Lento", com alguma complicação também (a mesma velhinha da palestra aparece do nada e vira guru de um homem que perdeu uma perna, algo assim). Gostei do título "homem lento"... vou dar uma olhada no primeiro parágrafo. Tenho medo de ser alguma trip tipo Ítalo Calvino, do livro dentro do livro dentro do livro. Acho que metalinguagem está com tudo, mas chuto que hoje em dia dá para fazer metalinguagem de algum outro jeito, sem causar tontura. Talvez J M Coetzee possa entrar para minha lista de "trabalhos pelados", de estruturas aparentes, tomara.
A capa do A Vida dos Animais tem uma pintura bacana do Rodrigo Andrade que deve ser do começo dos anos 90. E a capa do homem lento de quem é? Fábio Miguez?

Putz, fui olhar e não é Rodrigo Andrade, é Fábio Miguez! de 89. A outra capa que eu pensava que era do Fábio Miguez, de quem será?
Coetzee, J. M. , 1940 - A vida dos animais ; São Paulo, Companhia das Letras, 2002
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na praia
"Eram jovens, educados e ambos virgens nessa noite, sua noite de núpcias, e viviam num tempo em que conversar sobre as dificuldades sexuais era completamente impossível." , é assim que começa.
Impliquei com essa explicação adiantada e tive a impressão de que ele estava se desculpando, ou dando instruções para ler o livro naquele contexto. derreti na segunda frase: "Mas nunca é fácil ".
o aviso do contexto me perseguiu. é trabalhoso lembrar a todo momento que a história acontece no começo dos anos 60, e não no século XIX (a problemática é muito casta). já tinha pensado esse comentário quando o noivo Edward me dobrou, nas últimas páginas: "Você não conhece nada disso, não é? Leva as coisas como se estivéssemos em mil oitocentos e sessenta e dois. Você nem ao menos sabe beijar."
o mcewan disse numa entrevista que livro que não tem nenhuma cena de sexo não presta. e o que há de sexo na história é muito, muito legal. ao longo do livro vai melhorando sem dó. também são muito legais as sensações do Edward como parte de uma família toda difícil. "Mas nunca é fácil." as últimas páginas são sensacionais e despenquei a chorar.
o livro é muito chique. curtinho, todo bonito, muito preciso, redondinho, uma bolinha de gude.

McEwan, Ian Na praia/ Ian McEwan ; tradução Bernardo Carvalho. - São Paulo: Companhia das Letras, 2007 Título Original: On chesil beach Copyright 2007 Ian McEwan Proibida a venda em Portugal
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o demônio tipográfico
(...)
"A palavra: tentava impedir que ela ressoasse em seus pensamentos, porém ela dançava em meio às suas idéias, obscena, um demônio tipográfico, sugerindo anagramas vagos e insinuantes - boteca, tabeco, cabeto. As palavras que rimavam ganhavam forma com base nos seus livros infantis - rodela de crochê em forma de rosa, trejeito facial, astro sem luz própria que gravita em torno de uma estrela. Naturalmente, nunca ouvira ninguém pronunciar aquela palavra, nem a vira em letra de fôrma ou a encontrara entre asteriscos. Ninguém na sua presença se referira à existência da palavra, e, mais ainda, ninguém, nem sequer sua mãe, jamais se referira à existência daquela parte de seu corpo que - disso Briony não tinha dúvida - a palavra designava. Ela não tinha dúvida de que era isso. O contexto ajudava, porém não era só isso, a palavra era coerente com seu significado, era quase uma onomatopéia. O arredondado das formas da segunda, terceira e quarta letras era tão claro quanto uma série de desenhos anatômicos. Três figuras ajoelhadas ao pé da cruz da quinta letra."
Ian McEwan, Reparação | Atonement, 2001, pgs. 106, 107 e 140.
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terça-feira, 29 de maio de 2007
Beijei Um Jovem
"THE DAY I KISSED A BOOK"
foi assim: estava lendo e quando dei por mim, tinha dado uma bicota de ternura na lombada do livro.


Comentário Depois de Ler o Livro Inteiro: Da metade pra lá, o narrador resolve ir para a selva no Equador e a coisa começa a degringolar. O final é ruim, incrivelmente ruim, nem te conto.
Benjamin Kunkel, 33, first novel, Indecisão | Indecision, 2005
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